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Resenha:Querido John, by:Nicholas Sparks

29 novembro 2012

Autor:Nicholas Sparks
Editora:Novo Conceito
Ano:2006/2010
Páginas:288
Nota:★★★
Comprar:Book Depository


Ainda não decidi se odiei ou adorei Querido John, a história eu já conhecia, já havia visto o filme, mas ao ler o livro, me dei conta de o quanto Savannah é uma personagem tão perfeita que chega parecer impossível que exista alguém assim, e ao mesmo tempo, o quanto John foi idiota, largando seu amor, para lutar por seu país (eu não faria isso, afinal, quantos também não fariam isso, sem ter que sacrificar seu amor?).

“Querido John” se passa 2000; John Tyree, passando seu tempo de licença na casa do pai, conhece Savannah, uma jovem que está na cidade, junto a uma turma de amigos, para construir casas para doar a quem precisa. O casal começa a se aproximar, mas chega o dia em que John tem que voltar para a Alemanha, deixando Savannah para trás. Eles então começam a se falar através de cartas. Algum tempo se passa e o período de permanência de John no exercito esta perto do fim, quando acontece o atentado das torres gêmeas, e ele se realista a fim de ajudar o seu país.

Nicholas como eu disse deixou Savannah tão extremamente perfeita, que a personagem não tem capacidade de criar simpatia, porém, entendi a mensagem final, que fez com que o livro em um todo, tivesse seus erros perdoados. Querido John, não é tudo aquilo que dizem; não te faz chorar durante todas as páginas – A não ser que você seja uma manteiga derretida. Sinceramente a única parte que conseguiu me tocar, foram as três últimas páginas.
“Eu vivo prometendo pra mim mesmo que um dia eu irei cumprir aquela velha promessa de te esquecer.”
O pai de John foi o único personagem para quem eu torci que tivesse um futuro durante a leitura, mesmo sabendo o que aconteceria a ele, graças ao filme. Outra coisa que me incomodou foi o fato do livro ter sido escrito em primeira pessoa- aliás, estranhei isso, visto que todos os outros livros do autor que li foram escritos em terceira. O fato é que era estranho não saber em detalhes o que Savannah fazia longe de John, porém isso pode ser perdoado, e ao acabar o livro, você entende o que o autor planejou ao fazer isto.
“E, finalmente, quero agradecer pela foto. Já coloquei na minha carteira. Você parece saudável e feliz, mas tenho que dizer que chorei quando a vi. Não de tristeza - embora eu tenha ficado triste, pois sei que não posso te ver -, mas de felicidade. A foto é uma lembrança de que você é a melhor coisa que já me aconteceu.” 
A capa do filme não em agrada; prefiro mil e uma vezes a americana, não gosto de capas com o pôster do filme, ou com modelos, ande o rosto destes aparecem. A diagramação é simples e lembra a de outros livros do autor, e um fato curioso, é a editora, ou o tradutor, optar por manter as aspas para indicar as falas, ao invés de, como a maioria dos livros, usar travessão, mas isso não se torna um erro, e sim um diferencial.

O romance não trás nenhuma inovação, se levarmos em conta as outras obras do autor, porém, Nicholas Sparks sempre terá um lugar reservado na minha estante, para todos os leitores que gostam de romances melosos, eu indico esta publicação de 288 páginas.

Resenha:Branca de Neve e o Caçador ,by:Lily Blake

06 outubro 2012

Autor:Lily Blake
Editora:Novo Conceito
Ano:2012
Páginas:208
Nota:★

De Lily Blake, Branca de Neve e o Caçador, é a adaptação literária para o roteiro do filme homônimo. A história tem uma boa premissa, porém, acaba se perdendo em um desenrolar chato e mal narrado.

Branca de Neve e o caçador conta a famosa história de Branca de Neve, porém de maneira um pouco diferente. Após se casar com o rei, a rainha o mata, tomando o reino, e aprisionando Branca de Neve em uma torre, porém assim que descobre que precisa de seu coração para ser jovem e bonita para sempre, ela manda seu irmão ir até a cela e levar a prisioneira até ela. Porém Branca de Neve consegue escapar e vai para a floresta sombria, um lugar temido por todos, e a rainha convoca o Caçador para captura-la.

A autora simplesmente escreve como se fosse um roteiro, não dando vida ao texto, como se os leitores tivessem os atores para fazer isso por eles. Não existe identificação com personagens, nem sentimento na leitura da história. Você simplesmente lê, sem se importar muito com o que acontece com os personagens, ou o que está para acontecer a seguir.

Eu esperava muito mais de Ravenna, esperava uma mulher perversa, mais os capítulos aonde a rainha má aparece são poucos, e nesses poucos ela não foi àquela vilã com sangue nos olhos que eu criei em minha mente ao ver o livro. Para mim vilão de verdade é aquele que nunca desiste de seus objetivos e de acabar com o mocinho.

As cenas de ação são chatas e má descritas, chegam a dar sono, William, filho do duque, não tem função no livro, a não ser criar um triangulo amoroso, e no fim das contas o único personagem forte e centrado, que possui uma boa história em todo o livro é Eric, o caçador (Uh, meu chara). Branca de Neve é uma CHATA, uma das piores protagonistas que eu já tive o desprazer de ler.

A narrativa como já foi dito, é chata, e deixa muitas coisas sem um parecer, mostrando o quão preguiçoso foi o desenvolvimento do livro. Mesmo assim, vou dar nota 1, pela boa ideia, mesma má utilizada, e pelo trabalho da Novo Conceito, que teve um carinho enorme na diagramação deste livro. Se você quer um livro pra ler e passar o tempo, este pode ser interessante, não mais do que isso.

Resenha:Tormenta, by:Lauren Kate

22 setembro 2012



Autor:Lauren Kate
Editora:Galera
Ano:2010
Páginas:392
Nota:★★★★★

Pode conter spoiler do primeiro livro.
Tormenta de Lauren Kate é o segundo livro da série Fallen, que fala sobre anjos caídos.

O livro me soa como uma falta de ideias da autora para criar grandes novidades. Luce vai (de novo) para uma escola de internato, porém desta vez a escola é destinada a Nephilins, espécie de anjo mestiça. O objetivo disto é manter a garota segura durante a trégua de Cam e Daniel, porém ela sai da escola diversas vezes ficando exposta ao perigo das páreas, criaturas que são mais ou menos como anjos cegos. O motivo de se expor a este perigo é a insaciável busca pelo seu passado e suas outras vidas que Daniel esconde dela.

Temos nesta sequencia novos personagens, como Franscesca e Steven, um casal de professores, que são anja e demônio, Miles,Shelby, Dawn e Jamine, nephilins amigos de Luce, Lilith uma encrenqueira (a la Molly).

Neste livro descobrimos mais sobre as sombras, ou anunciadores, por exemplo, descobrimos que é possível viajar por estes. Vários, digo a maioria dos personagens do livro anterior aparecem nesta sequencia. 
- Você mentiu pra mim.
- Sobre o que exatamente?
-...Estou no escuro, Daniel. Não sei de nada. Não conheço ninguém. Estou solitária. Cada vez que vejo você, há algo novo a esconder e nunca consigo ultrapassar essa barreira. Você me arrastou até aqui...
Diferente de Fallen que é parado durante todo o livro, se estendendo a revelar um mistério mais do que óbvio, este tem pequenas cenas de ação durante o decorrer do livro que impulsionam mais a leitura.

Já é bem melhor ler os livros da Lauren depois que se acostuma com a repetição de nomes. A capa é linda, emborrachada, porém a imagem me passou a impressão de ser pequena, e ter sido esticada. Quero ler Paixão, mesmo sabendo que este é feito quase todo por flashbacks das vidas passadas de Luce.

Resenha: Garota Replay, by:Tammy Luciano

04 setembro 2012

Autor:Tammy Luciano
Editora:Novo Conceito
Ano:2012
Páginas:144
Nota:★★★★



Garota Replay é um livro espetacular. Li ele em uma tarde. Ele conta a história de Thizi, uma garota carioca, que em um dia qualquer em uma boate encontra uma garota igual a ela... Vamos começar do inicio. Thizi sempre foi advertida sobre as traições de seu namorado, Tadeu, mas nunca deu muita bola. Até que um dia, seu melhor amigo Tito, tira uma fotografia de Tadeu com outra garota, este por sua vez, irritado, da um soco na cara de Tito.

Thizi decide sair para uma balada, para tentar esquecer os problemas, quando encontra uma garota replay, dela mesma. E ela passa a encontrar esse clone em vários lugares a partir daí.  A narrativa de Tammy é ótima e podia até ser confundido com um livro americano. Uma coisa que eu não gostei no livro, foi o fato dos acontecimentos, em maior parte serem resumidos pela narrativa da Thizi, ao invés de contados na integra, o que daria mais corpo ao livro. Uma parte da narrativa, que foi a única que me incomodou, foi o quanto Thizi prestava atenção na roupa que sua replay usava.

Thizi é meio chatinha, tem 20 anos e age como uma adolescente. Eu não consegui me identificar com nenhum personagem no livro. O que torna tudo tão espetacular no livro é o modo como Tammy escreve e a história em si, por que, em minha opinião, os personagens deixaram a desejar. O final é completamente surpreendente e inimaginável, porém não me agradou tanto.

O livro me passou a impressão de que, queria passar uma mensagem, que não entendi qual foi.  A capa é totalmente jovem, com essas bonecas a lá Bratz. A diagramação me agradou por ser feita num padrão com a fonte da capa, e a tipografia é bem agradável na hora da leitura. Não encontrei erros neste livro, como acontece frequentemente nos internacionais da editora. Resumindo: Garota Replay tem uma boa história e personagens nem tão bons.

Resenha: O Mar de Monstros, by:Rick Riordan

29 agosto 2012

Autor:Rick Riordan
Editora:Intrínseca
Ano:2009
Páginas:304
Nota:★★★★★


O Mar de Monstros é a sequencia de O Ladrão de Raios, da série Percy Jackson e os olimpianos. Esta sequencia é bem mais atraente que O Ladrão de Raios, e a história muito melhor e desenvolvida com maior rapidez. Rick conseguiu com essa sequencia me deixar com vontade de ler o próximo livro da série, o que não teria acontecido caso eu tivesse me deixado levar pela chatice de O Ladrão de Raios, e não lesse este.

Porém mesmo com os acertos, Rick erra com a primeira pessoa, continua achando que a narrativa, mesmo tendo melhorado, continua com a Percy se desgraçando por ser maltratado na escola e etc. Percy está mais maduro neste livro. Talvez outro fato de o livro ser melhor que O Ladrão de Raios, seja que Grover não está presente durante quase todo o livro... È, não sou fã do personagem.
Alguma vez você já chegou em casa e encontrou seu quarto todo bagunçado? Como se alguma pessoa prestimosa (oi, mamãe!) tivesse tentado "arrumá-lo" e, de repente, você não consegue encontrar mais nada? E, mesmo que nada esteja faltando, tem aquela sensação arrepiante que alguém andou olhando suas coisas e limpando tudo com lustra-móveis que cheira a limão?
Percy neste livro aparece com um novo amigo, Tyson, um ciclope, que descobre ser filho de Poseidon como ele, e o faz ficar dividido entre a vergonha e o orgulho do novo irmão. A história em um todo fala sobre a aventura de Percy, Annabeth e Tyson, para encontrar um antídoto para o acampamento meio sangue, que foi envenenado.

Neste livro conhecemos mais sobre a profecia, e sobre as ambições de Voldemort Cronus. Luke, personagem que quer acabar com o olímpo, volta também nesta sequencia.
Aquilo foi tão completamente injusto que mandei Tântalo ir perseguir um donut, o que não contribuiu para melhorar seu estado de espírito. Ele nos condenou a prestar serviço na cozinha - lavar panelas e pratos a tarde inteira na cozinha subterrânea com as harpias da limpeza. As harpias lavavam com lava, em vez de água, para obter aquele brilho extralimpo e matar noventa e nove vírgula nove por cento de todos os germes; portanto, Annabeth e eu tivemos de usar luvas e aventais de asbesto.
Com um livro mais dinâmico e agitado, Rick conseguiu de uma vez por todas me prender em Percy Jackson e os Olimpianos e me deixar curioso para os próximos capítulos desta história.

A capa é muito bonita, mas não melhor que a do primeiro livro, a diagramação segue o mesmo estilo e o laminado das letras continua saindo nos meus dedos.

Resenha: Estilhaça-me, by:Tahereh Mafi

16 agosto 2012

Autor: Tahereh Mafi
Editora:Novo Conceito
Ano:2012
Páginas:304
Nota:★★★★★
Estilhaça-me conta a história de Juliette, uma garota que tem um toque que pode ser letal. Ela está aprisionada em uma espécie de manicômio há 264 dias com somente uma caneta e um caderno, que usa como ferramenta para não enlouquecer. A história começa a partir do dia em que Juliette ganha um companheiro de cela.

A narrativa começa completamente desorientada, refletindo o estado psicológico da garota que está aprisionada. Há parágrafos curtos, e a autora repete a mesma palavra por 5 linhas ou mais, e utiliza do efeito tachado. Juliette é levada até o prédio do reestabelecimento, uma espécie de governo que jurou melhorar o mundo devastado pelos humanos, e é lá que conhece Warner, um personagem complexo e obcecado pelo toque letal de Juliette.

Warner assedia a garota durante o livro, e a coloca em situações em que ela é obrigada a tocar, e assim torturar outras pessoas, ele quer que ela seja sua arma de tortura. No reestabelecimento ela também descobre que o seu companheiro de cela, Adam, era seu colega de escola, e os dois vivem uma paixão alucinante. Adam pode toca-la.

"Estou aprisionada há 264 dias. Não tenho nada senão um caderno e uma caneta quebrada e os números na cabeça para me fazer companhia. Uma janela. Quatro paredes. Espaço de 1,48 m². Vinte e seis letras de um alfabeto do qual não fiz uso em 264 dias de isolamento. Seis mil, trezentas e trinta e seis horas desde que toquei outro ser humano."

Os personagens são muito bem construídos, Warner é um personagem bastante complexo, e Juliette tem uma evolução evidente, podemos observar o quanto sua sanidade estava abalada enquanto era mantida prisioneira. Enquanto não podia ver o mundo lá fora.

A autora também utiliza demasiado da metáfora, mesmo assim tudo é muito bem colocado, e os momentos de ação e calmaria são bem posicionados na história. Diferente de Percy Jackson, por exemplo, a narrativa em primeira pessoa deste livro não se torna chato, por que o livro não tem a necessidade de ter uma expansão narrativa maior, a personagem não se autodesgraça, e com ela podemos entender melhor o que é o toque de Juliette.

"O calor de um abraço amigo, a força das mãos firmes unindo todos os meus estilhaços, o alívo e libertação de tantos anos de solidão. Este presente que ele me deu eu não posso retribuir."

A capa é linda, porém, prefiro a nova americana, com aquele olho. O próximo livro da trilogia chama-se Unravel-me, e deve sair ano que vem nos Estados Unidos. Em tradução livre o titulo seria Desvenda-me.

Resenha:Um Mundo Brilhante by:T. Greenwood

10 agosto 2012

Autor: T. Greenwood
Editora:Novo Conceito
Ano:2012
Páginas:336
Nota:★✩✩✩✩

Um Mundo Brilhante é um A Cabana sem esoterismo. Ponto. Eu poderia parar por aí, e quem leu minha opinião sobre A Cabana saberia do que estou falando. Mas vamos em frente. O livro tem uma história lenta, e fala de Ben que encontra um garoto indígena morto na porta da sua casa no meio da neve, e nisto ele começa a tentar bancar o justiceiro e conhece a irmã do garoto, e eles acabam se envolvendo.

O livro é lento, sem ação, sem ritmo, sempre de vagar, nada que alavanque a leitura. Os acontecimentos ficam sempre na mesmice. Bem é um personagem irritante, chato e seus atos fazem com que nos apeguemos mais a sua esposa do que a ele próprio.

Mesmo eu lendo o livro em um ritmo bastante rápido, confesso que não foi por que queria saber logo o final, ou por que adorei o livro, mais sim por que queria me livrar logo daquele livro. Quando acabei foi um alivio. Não é meu tipo de leitura.

Mesmo a capa sendo linda, toda brilhante, ela, assim como a americana não tem muito a ver com o conteúdo da história do livro. Mesmo assim a edição da novo conceito foi bastante caprichada, alguns erros ainda são encontrados na pontuação, mesmo sendo poucos.


OBS: O sorteio do kit do livro será feito no final do mês de agosto.

Resenha:Fallen by:Lauren Kate

04 julho 2012

Autor: Lauren Kate
Editora:Galera
Ano:2010
Páginas:406
Nota:★★★✩✩

Fallen conta a história de Luce, uma jovem que após se envolver com a morte de um rapaz, é enviada a um internato para jovens problemáticos, chamado Sword & Cross, o lugar é totalmente adaptado, contando com uma igreja que foi transformada em ginásio e até mesmo um cemitério.

Ao chegar na escola ela começa a andar com Ariane, e aos poucos conhece outros amigos como Penn, Roland etc. Logo que a vê, Cam começa a dar mole para Luce, mas ela se apaixona mesmo é por Daniel Grigori, um garoto misterioso.

O livro não é ótimo, mas é razoável, e consegue criar uma sensação claustrofóbica por se passar inteiramente no cinzento Sword & Cross. O livro se resume em uma grande encheção de lingüiça, nada que realmente importa acontece até as cinquenta ultimas páginas no fim do livro.

Sem medo eu cortaria o livro no meio. Não recomendo que quem vá ler, leia o prólogo antes de ler o livro, pois ao le-lô você já consegue ter uma ideia do que realmente se trata o mistério de Daniel e Luce. A autora, Lauren Kate, usou tanto o nome Luce, que a leitura se torna cansativa, ela poderia facilmente substituir por “ela” ou “a garota”.

Quando chegamos as páginas finais o clima apocalíptico dá maior tensão a leitura e a leitura imediatamente toma novo ritmo. Antes de eu ler o livro, um amigo meu disse “o livro enrrola durante 400 páginas e o final é aquela bosta.” Eu sinceramente gostei mais deste livro até do que do tão aclamado Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

A capa é ótima, e no final do livro, descobrimos o sentido da foto da garota, que não poderia deixar de citar, é Fernanda Brussi, que é brasileira. Estou louco para ler Tormenta,mais do que para ler Mar de Monstros.

Resenha:Percy Jackson & Os Olímpianos #1 - O Ladrão de Raios

05 junho 2012

Autor: Rick Riordan
Editora:Intrínseca
Ano:2008
 Páginas:400
Comprar:Submarino


O Ladrão de Raios, conta a história de Percy Jackson, nosso personagem principal, que durante toda a sua vida acreditou que era dislexo e com déficit de atenção, até que descobre ser um semideus, filho de um deus, Posseidon, e que esta sendo acusado de roubar o raio mestre de Zeus, e que se não o devolver, irá desencadear uma guerra entre Zeus e Posseidon.

Percy vai para o acampamento Meio-sangue, e precisa enfrentar um minotauro antes de entrar, lá ele é treinado. Percy é enviado para uma missão com Annabeth, filha de Atena e Grover, um sátiro (também conhecido como fauno, metade bode e metade humano), afim de descobrir o verdadeiro paradeiro do raio de Zeus, e salvar sua mãe das garras de Hades, seu tio, que a sequestrou, durante a aventura recebe ajuda do pai e descobre aos poucos os poderes que possui.
Depois que assimilei o fato de meu professor de latim ser um cavalo, fizemos um passeio agradável, embora tivesse o cuidado de não andar atrás dele. Havia participado algumas vezes das rondas com pazinhas para recolher cocô de cachorro na Parada do Dia de Ação de Graças da loja Macy's e, lamento dizer, não confiava na parte de trás de Quíron tanto quanto confiava na da frente.
Personagens são muito bem elaborados, Annabeth é filha de Atena, e por isso está em seu sangue ter sempre boas estratégias, Grover é um sátiro, e consegue ter algum contato verbal com animais. O fato de o livro ser narrado em primeira pessoa me incomoda um pouco, talvez por que a meu ver, se em terceira pessoa, talvez pudesse ter uma dimensão me maior.
-- Bem, Percy, o que aprendemos hoje?
-- Que cães de três cabeças preferem bolas de borrrachas a pedaços de pau?
-- Não. Aprendemos que seus planos são muito, muito ruins!
Para completar sua missão, o trio precisa passar por diversos lugares, Nova York, Las Vegas e Los Angeles, onde enfrentam diversos monstros da mitologia grega como a Medusa, Cérbero, etc. É impossível deixar de comparar O Ladrão de Raios com Harry Potter. Percy seria Harry; Gabe o padrasto de Percy, o tio de Harry, Sr. Dursley; Quíron, professor de Percy no acampamento meio sangue, uma espécie de Dumbledore; e o acampamento seria Hogwarts. Annabeth e Grover seriam respectivamente Rony e Hermione.
"Será? Qual é a coisa mais comum que os deuses faziam nas velhas histórias? Eles andavam por aí se apaixonando por seres humanos e tendo filhos com eles. Você pensa que eles mudaram os hábitos nos últimos poucos milênios?"
O livro para mim peca na falta de ação, os momentos em que ação realmente acontece, são poucos e rápidos, ficando somente na mesma durante toda a missão, não sei explicar direito o que faltou no livro, mas não funcionou para mim, não gostei tanto, e achei o filme em muitos aspectos, dezenas de vezes melhor. Mesmo assim vou ler O Mar de Monstros, e dar outra chance a série e a Rick Riordan, por que nesse primeiro livro a história foi bem morna.
"Em seu bolso havia um conjunto de flautas de bambu que o papai-bode esculpira para ele, muito embora ele conhecesse duas músicas: o Concerto para Piano n. 12, de Mozart, e So Yesterday, de Hilary Duff, e ambas soassem muito mal em flautas de bambu."
A capa é linda, capitulação perfeita da maneira que eu gosto, com a mesma fonte da capa, as letras das páginas são pequenas, poderiam ser um pouco maior, e precisam dar um jeito naquelas letras metalizadas que No meu caso desbotaram completamente na lombar e na capa a perna do R ficando O Ladrão de Paios. Livro bom, história interessante, mas entediante em muitas partes.

Resenha:Qual Seu Número, by:Karyn Bosnak

31 maio 2012

Autor: Karyn Bosnak
Editora:Novo Conceito
Ano:2011
 Páginas:414
Comprar:Submarino


Qual seu número? É uma deliciosa história escrita por Karyn Bosnak, e fala de Delilah, uma mulher romântica que tem o número de 20 homens  na sua lista de casos amorosos, até o dia que lê em um jornal que uma mulher tem em média 10,5 amantes antes de encontrar o cara ideal para se casar, desesperada em não aumentar seu número, ela começa a procurar seus ex-namorados afim de achar o ex de sua vida.

“Será que ele está escondido, e ninguém o vê?
Será que ele está chapado, ou tomou LSD?
Será que está relaxando em uma piscina?
Tomando ecstasy? Cheirando cocaína?”

Para amantes de Chick-lit, Qual Seu Número é uma leitura indispensável, tão empolgante que nos faz voar pelas páginas em uma narrativa divertida, rápida e empolgante, o livro peca somente em deixar o final que está por vir explicito antes da metade do livro.

“Todos os meus namorados pensam que meu número
está em torno de uns quatro
(e eles também acham que são os únicos daqueles
quatro que me fizeram chegar ao orgasmo,
mas isso não vem ao caso)”

Os capítulos vem divertidíssimos com um mapa de onde Delilah está, uma descrição do ex-namorado, e as mensagem em seu telefone,tornando a leitura ainda mais leve, a capa é bonita mas não me agrada por completo, o fundo branco suja facilmente o livro, caso você se apoie em alguma superfície sem assepsia para ler, além de que tem mais cara de filme do que capa de livro.

“Observo-o enquanto está deitado;
Observo-o se virar na cama e coçar as costas.
Eu o observo enquanto ele coça o seu traseiro.
E logo depois, eu o observo trazer a mão
com a qual ele acabou de se coçar até o nariz e...
cheirar seus dedos? Eca

Resenha: Cidade das Cinzas - Os Instrumentos Mortais #2, by:Cassandra Clare

19 maio 2012

Autor: Cassandra Clare
Editora:Record
Ano:2011
 Páginas:406
Comprar:Submarino

Literatura, de Cassandra Clare, Cidade das Cinzas, a continuação de Cidade dos Ossos da seqüência de maneira perfeita ao anterior. Atenção pode conter spoilers do livro anterior. A mãe de Clary continua desacordada, e Jace é acusado de ser cúmplice de Valentim, e é preso na cidade das cinzas, enquanto Valentim executa seu plano que Poe em risco não só o submundo como toda a cidade de Nova York.
– Porque – disse Clary com total certeza – só Jace pode irritar alguém tanto assim.

Página 296
É bem clara nesse livro a melhora de Cassandra, e sua melhor organização dos fatos e também o controle que já exerce sobre as criaturas de seu mundo fantástico. Os diálogos inteligentes e bem colocados são com certeza o destaque da autora, esse livro, assim como o anterior é repleto de humor, mistérios e romance que não te deixam largar o livro.

Mesmo com a melhora da autora, Jace continua frio, mas amolecendo aos poucos. O sarcasmo da autora para o personagem é tão exagerado que em muitas vezes soa como se ele fosse um babaca, em compensação Simon, melhor amigo de Clary ganha mais espaço neste livro, e devo dizer que toda a transparência e sinceridade que falta em Jace, Simon tem de sobra.

Neste livro também temos novos personagens como a jovem licantrope Maia, esses personagens são também de suma importância para o entendimento da história, e como eu disse os livros que deixam rastros ocultos pelas páginas que só se juntam no final, com  um a  grande revelação ganham meu favoritismo.
Simon: - "Sabe qual é a pior coisa que eu consigo imaginar?"
Ela piscou.
Clary: - "Não".
Simon: - "Não confiar em alguém que eu amo".
Página 227
O livro também tem uma capa linda, com uma textura super gostosa, e com os famosos brilhinhos, desta vez quem estampa a capa é Clary com seus cabelos ruivos em chamas (a modelo realmente não tem o corpo de uma garota de 15 anos, mas tudo bem). Revisão corretíssima, sem nenhum erro que tenha sido deixado passar.
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